![]() |
| (Capa da Fic. Tá diva né, fala a verdade?) |
Uma fanfic cheia de conflitos, humor, e principalmente, romance. ".
Hey amores! Esse post é sobre a minha fic "My New Neighbor". Eu já tinha feito outras fics em outros sites, ou até mesmo no meu caderno, mas nenhuma deu certo. Mas ai eu tive uma super ideia, e resolvi escrever essa. Ela NÃO será postada agora. Infelizmente. Eu pretendo escrever pelo menos os primeiros 15 capítulos, e depois posta-la. Porque? Por que assim a fic será atualizada com mais frequência, em vez de ficar 1 mês empacada no capítulo 1 (como sempre acontece com as minhas).
MAS com eu sou MUITO legal u.u, vou postar hoje, em primeira mão, o primeiro capítulo da fic. Esse primeiro capítulo será apenas para vocês ficarem ainda mais curiosos, e com mais vontade de lê-la (espero que fiquem).
Boa leitura! x
CAPÍTULO UM - O BAILE
MELLANY
Imagine: 27
de novembro, 8 da noite, Sábado. Baile de formatura. Vestido azul turquesa extremamente
cafona. Essa é minha situação no momento. Para muitos, o baile de formatura é
mais do que importante. Além de se divertir com os amigos, é também uma maneira
de ganhar status (aquela que tiver o
vestido mais bonito e ser a mais atraente), conquistar garotos, e um dos mais importantes, ser rainha ou rei do baile. Mas
pra mim, é pura perda de tempo. Os bailes de formatura só servem para você
encontrar suas piores inimigas, os garotos mais malas da escola, e acabar sofrendo alguma brincadeirinha de mal
gosto. Por isso e diversos outros motivos eu sempre tentei evitar os bailes.
Mas nesse ano não consegui escapar.
E aqui estou
eu, diante do espelho com um vestido mega estufado, saltos desconfortáveis, e
com muito laque no cabelo. E a autora
dessa arte, é claro, a minha mãe. Minha mãe queria garantir que eu estivesse
“arrasando” nesse baile, então ela mesma escolheu o vestido e os acessórios
multi coloridos. No final das contas eu fiquei parecendo uma drag queen. Antes que minha mãe
colocasse qualquer outro acessório em mim, para a minha sorte, a campainha
tocou. Eu mesma fui atender, pois já sabia quem era. Zayn.
Zayn é meu
melhor amigo á muito tempo. Nos conhecemos na primeira série. Foi mais ou menos
assim:
“Oi. Quer ver meu machucado?”
“Claro!”
“Tropecei na calçada ai machucou.”
“Seu machucado parece uma tarântula.”
Foi amizade
a primeira vista.
Zayn e eu
combinamos de ir juntos para o baile. Achamos que ir com o melhor amigo seria
menos insuportável. Abri a porta e lá
estava ele. Calça jeans escura, jaqueta de couro, tênis surrado. Por incrível
que pareça, muito elegante. O típico Zayn.
- Que
vestido horroroso.
- Eu sei.
-ri- Entra aí.
-Zayn! Como
é bom vê-lo de novo! – disse minha mãe, o abraçando. A família de Zayn e a
minha são muito amigas. Por isso meus pais o adoram.
- A senhora
também. – retribuiu o abraço, sorrindo.
-Venham,
juntem-se ali, na frente da lareira. –meu pai surgiu, com uma máquina
fotográfica na mão.- Olá Zayn.
- Olá
Sr.Johson.
Nos posicionamos a onde meu pai pediu, e
começamos a tirar as fotos. Ficamos uns 10 minutos nisso, meus pés já estavam
doendo de tanto ficar em pé, então apressei meus pais dizendo que estávamos
atrasados. Tiraram mais 3 fotos, então nos deixaram ir.
- Divirtam-se!
–minha mãe desejou, beijando nossas bochechas.
- Não volte
tarde, viu? E juízo. –alertou meu pai, sério.
- Tá pai, já
entendi. –ri. Ele sorriu e nos abraçamos.
Nos
despedimos e fomos embora. Entramos no carro e Zayn colocou “Now” do Paramore para tocar no rádio.
- Trouxe o
que eu te pedi?
-Claro. No
banco de trás.
Pulei para o
banco de trás e abri o saco preto onde estava outro vestido. Agradeço muito a minha mãe por todo o esforço para me
deixar linda para o baile, mas não tem condições de eu ir com aquele vestido.
- Não olha!
- Não vou
olhar.
Tirei aquele monte de tule do meu corpo e
coloquei o outro vestido. Vinha na altura do joelho, era na cor creme, bem
simples. Me livrei dos acessórios e deixei apenas alguns. O cabelo eu não teria
como mexer. Terminei, então voltei para o banco da frente. Agora tocava “Dark Horse” da Katy Perry.
- Animada?
–perguntou, sem tirar os olhos da estrada.
- Não sei.
Não espero grande coisa.
- Ah é? –me
olhou - O que seria grande coisa?
Suspirei.
-Talvez... dançar uma valsa. Clichê mas... é isso. Dançar uma valsa com alguém
especial.
Ele não
respondeu. Poucos minutos depois chegamos no salão a onde seria a festa. Saímos
do carro e fomos até a porta. Era grande, de madeira. Típica para essa ocasião.
Mostramos nossas identidades para o segurança e entramos. O salão era enorme.
Cheio de luzes coloridas, a pista de dança era gigante e tinha um palco bem
atrás dela. Isso tudo sem contar o andar de cima e o jardim. Zayn segurou minha
mão e fomos andando pelo salão.
- Isso é
gigante! –ele olhava ao redor, surpreso.
- E
barulhento. –adicionei.
-E
barulhento. -concordou.- Quer ir lá fora?
- Sim.
Fomos para o
jardim. Não tinha muitas pessoas. Só algumas sentadas em poltronas ou bancos.
Pelo menos tinha um balcão de bebidas ali. Conversamos e bebemos por horas e
horas. Quando ia beber meu 9º copo de cerveja, anunciaram nos auto falantes a
hora da coroação da rainha e do rei no baile. Prestei atenção. “Nesse ano foi bem difícil escolher a rainha
e o rei do baile. Todos estavam ótimos e merecem o prêmio. Mas sem mais
enrolação, os vencedores. Aplausos para Jennifer Bellan e Dan Will!”. Aplausos.
- Grande
merda. –disse, com a voz rouca e falha. Sim, estava bêbada.
- Tudo bem?
–Zayn estava sobreo. Ele nunca bebia, e quando bebia, sempre conseguia manter a
pose. Eu por outro lado, nunca bebia, e quando bebia, ficava parecendo uma mendiga
cachaceira.
- Tô. Só me
da outra cerveja. –mostrei meu copo vazio. Zayn encheu para mim. Agradeci.
- Você não
devia beber assim. –disse, parecendo preocupado. Mas é de graça, tenho que aproveitar. E foi isso que eu disse.
Ele riu. –
Mesmo assim... –parou. Sorriu.- Tá escutando? Estão tocando uma valsa.
-Blé. –fiz
uma careta.
- Miladie. – levantou e pegou na minha
mão.- Me concede essa dança? –disse, sorrindo, tímido. Timidez, coisa difícil de se ver em Zayn.
- Não.
–brinquei.
- Para com
isso. –riu, e me levantou. Colocou seus braços em volta da minha cintura e eu
pus os meus em volta de seu pescoço. Não reconheci a música, mas era lenta,
bonita. Em passos lentos começamos a nos mover no ritmo da música. Apoiei minha
cabeça em Zayn. Assim, até a música
acabar.
- Vem, vou te levar pra casa.
- Graças a
Deus, não aguento mais esse inferno.
Zayn me
ajudou a sair do salão e entrar no carro. Eu não estava nem conseguindo ficar
em pé. Se meus pais me vissem daquele jeito, eu estaria muito ferrada. Ficamos
o caminho inteiro sem dizer nada, acho que foi por que eu dormi. Só me lembro
que quando eu acordei, tudo na minha vida mudou.
ZAYN
Tocava “Kiss Me” do Ed Sheeran. Reconheci nos primeiros acordes. Chamei Mellany para
dançar. Envolvi meus braços em sua cintura e ela abraçou meu pescoço, apoiando
sua cabeça em mim. Fechei os olhos e começamos a dançar. Lentamente. Mellany
estava praticamente dormindo, mas pra mim aquele era o momento. Um momento
mágico. Podia sentir o forte cheiro de álcool que agora ela tinha, mas me
lembrei do seu cheiro do de rosas. Como eu desejava todos os dias poder sentir
aquele cheiro toda hora. E seu corpo. Na medida certa. Não era magra demais,
nem gorda demais. Seu cabelo castanho, e seus olhos cor de mel. Cada centímetro
dela era perfeito. Eu estava cada dia mais viciado nela, minha vontade de tê-la
para mim só aumentava. Queria poder beijá-la e dizer que a amo. Coisas tão
simples mas tão difíceis de se conquistar.
A música
acabou. Ela estava exausta então resolvi leva-la pra casa. Na metade do
caminho, ela adormeceu. Observei. Como
pode ser tão linda? Chegamos na casa de Mellany e eu a carreguei até lá
dentro. Foi meio difícil, o vestido não ajudou muito mas consegui. Coloquei-a
na cama e a cobri com o cobertor azul bebê dela. Suspirei. Então, pensei em
algo. Arriscado? Sim. Mas eu não pude
evitar. Eu a beijei. Claro que ela não correspondeu, foi apenas um toque de
lábios. Seus lábios eram macios e suaves. Desejei mentalmente por ela estar
dormindo. Dei uma última checada para ver se estava tudo bem, e sai. Então me
lembrei da música que dançamos, e senti aquela dor que eu frequentemente
sentia. A dor do amor não correspondido. A dor da decepção. A dor chamada Mellany Perkins.
“Kiss me like you wanna
be loved
You wanna be loved
You wanna be loved
This feels like falling
in love
Falling in love
We're falling in love
(...)”

Nenhum comentário:
Postar um comentário